“O rio Jucu não é apenas um curso dágua. O Rio jucu é tudo aquilo que pode morrer caso esse curso dágua deixe de existir.”

Cartografia vem do grego chartis (mapa) e graphein (escrita). Afeto vem do coração, da amizade, da empatia. O rio Jucu, de 166 km de extensão, é hoje de suma importância para grande parte da população do Espírito Santo, abastecendo 70% da Grande Vitória, mas vem sofrendo grande degradação por conta da construção de represas, correções de curso, esgotos, desmatamentos, assoreamento, agrotóxicos e lixo.

As cidades por onde o rio passa, desde a nascente até a foz : Domingos Martins, Marechal Floriano, Guarapari, Viana, Cariacica e Vila Velha.

NAVE-gar Jucu é um desdobramento do projeto “Cartografia Afetiva do Rio Jucu” que empreende viagem em 2008 e atua ainda hoje como nomadismo artístico, navegando pela Bacia Hidrográfica do Rio Jucu, traçando narrativas recolhidas em diversas incursões pelas cidades desse território. Desde o princípio, propôs-se como experimentação de formatos e técnicas artísticas (fotografia, vídeo, desenho, animação, performance, oralidade, sonoridade), entendendo que cada uma delas habilita representações desde óticas diferentes e que podem permear-se em sinestesias artísticas. Além disso, realiza uma série de atividades apresentando narrativas artísticas em espaços educativos dado que o projeto busca articular arte e ecopedagogia.

No final de 2012, foi elaborada uma página web inicial que mapeia parte dos conteúdos-narrativas, junto com um diário a bordo da viagem e uma seção de Ecopedagogia. Em abril de 2014, inciamos a reformulação da web como plataforma de re-mescla cultural. O uso de licenças livres e ferramentas colaborativas (ex. pads), os softwares livres utilizados, as propostas de realização de oficinas e encontros, a lista de correios refletem esta perspectiva.

As cidades por onde o rio passa, desde a nascente até a foz : Domingos Martins, Marechal Floriano, Guarapari, Viana, Cariacica e Vila Velha.

Agora em 2017, propomos materializar reflexões sobre o bacia Hidrográfica na construção coletiva de um dispositivo móvel de cultura livre, um livro-objeto, uma caixa, espécie de rede social afetiva descentralizada e analógica que navegue entre espaços formais e informais de produção cultural, artística e educativa do território da bacia do rio Jucu. A arquitetura deste dispositivo será uma pesquisa constante entorno a modos de articular colaborativamente conhecimentos, afetos, histórias.

As cidades por onde o rio passa, desde a nascente até a foz : Domingos Martins, Marechal Floriano, Guarapari, Viana, Cariacica e Vila Velha.

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